Como a Inteligência Artificial foi Longe Demais no Caso Stein Erik Soelberg?

Como a Inteligência Artificial foi Longe Demais no Caso Stein Erik Soelberg?Como a Inteligência Artificial foi Longe Demais no Caso Stein Erik Soelberg?
ARTIGO

Como a Inteligência Artificial foi Longe Demais no Caso Stein Erik Soelberg?

Pela primeira vez que se tem notícia, uma ação judicial tenta ligar diretamente um chatbote de inteligência artificial a um homicídio. E essa história começa com uma impressora. Se liga, numa cidade rica da costa leste dos Estados Unidos, um homem de meia idade recebe uma instrução.
Pontos principais
  • • E as amigas contavam que aquela senhora de 83 anos vivia circulando de bicicleta lá pela...
  • • E teve também um episódio em 2019 já que mostra o tamanho da crise que estava acontecendo.
  • • Você acha que uma empresa pode ser culpada pelas alucinações do seu código ou a...
  • • Um programa de computador pode ter parcela de culpa num homicídio?
  • • Um colega daquela época descreveu ele como uma pessoa com muitos amigos.

E a instrução é bem detalhada passo a passo. Primeiro, desligue os cabos de energia e de rede da impressora que você divide com a sua mãe. Segundo, leve a impressora para outro cômodo da casa. Terceiro, observe a reação dela.

E aí vem a parte mais importante. Se ela se irritar na hora, anote o horário exato, as palavras que ela usar e intensidade da reação dela.

E quem escreveu a instrução ainda fecha com uma frase, tá? Ou não, ela tá protegendo alguma coisa que ela acredita que não pode questionar. Ela no caso é a mãe do cara, uma senhora de 83 anos.

E quem escreveu essas instruções aí nunca tinha posto os pés naquela casa de maneira literal. Mesmo assim, naquela altura, conhecia em detalhe as brigas e as suspeitas que aconteciam naquela casa. E o que esse conselheiro aí já tinha dito para aquele homem?

E o que ainda ia dizer? É a parte mais insólita dessa história. >> Eu sou Marcos Campos e o caso de hoje coloca uma pergunta complicada pra justiça americana responder, tá? Uma pergunta que até pouco tempo atrás era coisa de ficção científica.

Um programa de computador pode ter parcela de culpa num homicídio? Como é que um executivo formado nas escolas mais caras lá dos Estados Unidos, com carreira sólida em gigantes da internet, termina analisando um recibo de comida chinesa atrás de símbolos demoníacos?

O que faz um filho transformar a própria mãe, a pessoa que sustentava ele, que dava teto para ele na principal suspeita de uma conspiração?

E por duas das maiores empresas de tecnologia do planeta estão hoje sentadas no banco dos réus por causa do que aconteceu dentro de uma casa lá em Conneet Cut, nos Estados Unidos. É o que a gente vai ver no episódio de hoje. Então já se ajeita e vamos aos fatos.

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